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Ouvimos diariamente nos meios de comunicação social que a infeção pelo novo coronavírus é mais ligeira na camada jovem da população. Mas será que as nossas crianças são, de facto, as menos atingidas por esta pandemia?  

Da noite para o dia, meninos e meninas do mundo inteiro viram as suas rotinas serem alteradas. Afastaram-se dos amiguinhos e dos seus familiares mais próximos, a escolinha é agora uma realidade distante e as suas casas são agora como castelos intransponíveis. Ninguém entra e ninguém sai, salvo motivos muito especiais. E quando o papá ou a mamã saem, seguem uma série de rituais estranhos e confusos.

Nós, adultos, somos capazes de reorganizar as nossas vidas de uma forma relativamente fácil e rápida, sabemos como o confinamento, o distanciamento social e todas as medidas de proteção individual são meios para atingir um fim. Para as crianças, não é tão simples compreender estas relações de causa e efeito. O mundo tornou-se ainda mais confuso e estranho, invulgar e limitador, nas últimas semanas. O que era rotina, deixou simplesmente de o ser. 

Rotina, uma palavra tão importante na vida de uma criança e, por vezes, subvalorizada. Diria que nenhuma criança fica confortável numa situação em que não sabe o que esperar. A rotina dá uma sensação de segurança que os acalma e protege de ansiedades e medos. Pois hoje, para além de a rotina do dia-a-dia não ser a mesma, é ainda difícil explicar a realidade. Uma realidade que não se vê, que é o mais assustador. O vírus é um fantasma que aterroriza a nossa vida e a dos mais pequenos, um bichinho sem rosto, sem forma, sem cheiro nem cor. É este desconhecido que potencia a sensação de medo e ansiedade, principalmente nos nossos tesourinhos que já são capazes de compreender como o mundo anda virado do avesso.

Neste momento, pais e filhos estão fechados em casa, sem a correria dos pequenos-almoços e das vestimentas das crianças, sem o olhar incessante ao relógio para não se atrasarem, sem o trânsito até ao trabalho, enfim, sem nada daquilo que é habitual. No processo de crescimento das crianças, pais e filhos deparam-se com múltiplos desafios e este é mais um. Mas dos grandes. As brincadeiras ao ar livre, a visita à casa dos avós, a festinha de anos do melhor amigo foram adiadas por tempo indefinido. 

Mas como nos organizamos em casa com uma, duas ou mesmo três crianças? Como lhes explicamos que vai tudo ficar bem, mas que para isso temos de percorrer ainda um caminho longo sem fim à vista? Como lhes escondemos que a realidade invisível é assustadora? E como mostramos que, no meio do caos, conseguimos ainda brincar, sorrir e ser felizes? 

Pais corajosos, precisamos de transformar este momento de agitação numa situação de calma e apaziguamento. Vamos mostrar aos nossos filhos que estamos de bem com este fantasma. Vamos mostrar que existe um mundo maravilhoso dentro de casa. Vamos mitigar os efeitos desta catástrofe, vamos fazer com que um dia se lembrem que a pandemia lhes trouxe tempo. Apenas tempo. Para brincar, para aprender, para descobrir, para estarem com os seus pais e irmãos sem contrarrelógio. 

Comecem por tentar tirar o disfarce a este fantasma, desmistifiquem-no, expliquem o que se passa no mundo lá fora. Dependendo da idade que têm, escolham as palavras e os métodos para o fazer. Se acharem adequado à idade, podem recorrer ao vídeo disponível na internet “A história de um vírus malcomportado”, contada pelo Hospital da Luz, que com certeza será uma boa ajuda para tal. Com este vídeo conhecem um pouquinho deste fantasma e os hábitos de higiene tão importantes para o derrotarmos. O vírus tem superpoderes mas nós também! 

É também importante que, apesar do caos, continuem a existir as tais rotinas para que, não só os pais, mas também as crianças se consigam organizar e saber o que esperar. Precisam de ter horários para acordar, estudar, comer, tomar banho, ajudar nas tarefas domésticas. Esta rotina dar-vos-á uma sensação mais tranquila e de controlo. Nos tempos livres, aproveitem para fazer atividades que envolvam todos os elementos com quem vivem, deixem as crianças experimentar, sujar, pular. Não se esqueçam de manter o exercício físico em casa, é tão importante estimularmos o corpo como a mente.

Desta forma, não temos dúvidas, vai ficar mesmo tudo bem.

Link do vídeo sugerido: https://www.youtube.com/watch?v=3Se8JQ23VPQ

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