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As crianças e o acesso à tecnologia

Que os bebés de hoje já são nativos digitais, é inegável. Antes ainda de abrirem os olhos, já têm os seus primeiros momentos de vida registados num smartphone e muito provavelmente vão aperceber-se primeiro do incómodo da luz de um flash, do que de um raio de sol.

Há inúmeros estudos e artigos que apontam para a problemática do acesso das crianças a telemóveis, tablet ou televisão cedo demais. A discussão sobre este tema é sempre sensível e pouco coerente: muitas vezes, aqueles que ainda não são pais criticam os que permitem o acesso aos ecrãs cedo demais e, depois de serem pais, o caso muda de figura.

O contrário também acontece e, a verdade, é que também há defensores do livre acesso das crianças ao digital porque este é, afinal, o mundo em que existem. Nasceram e vão crescer rodeados de canais digitais e estímulos de ecrãs, quer seja dentro das paredes de sua casa, ou fora delas.

 

A utopia da proibição digital total

Um estudo divulgado em 2019 dá conta que mais de 80% dos bebés tem presença digital antes dos 6 meses através da partilha de fotos / vídeos seus que os pais fazem, essencialmente nas redes sociais. A esta presença online involuntária, deu-se o nome de Sharenting que resulta naturalmente, da expressão “parenting” (educar) e “sharing” (partilhar).

Os pais são, efetivamente, os primeiros a passar os telemóveis para as mãos das crianças e há dados que estas sabem manusear um smartphone cada vez mais cedo. Quantas vezes já não testemunhamos, e derretemos, com bebés de colo que já sabem fazer swipe no telefone ou, em gíria comum, passar com o dedinho as fotos e vídeos para o lado?

E estes bebés não vão precisar de crescer assim tanto para ter um aparelho semelhante ao dos pais. Começa como um dos brinquedos preferidos – os telefones de brincar – e, por volta dos 5 anos já há crianças portuguesas com telefones reais.

Os leitores na casa nos 30 anos, muito provavelmente recordarão que tiveram o seu primeiro telefone por volta dos 14/15 anos. Atualmente, os smartphones começam a ser “exigidos” pelas crianças ainda antes de 10.

Começa assim, cada vez mais cedo, a propensão a uma dependência tecnológica que é comum nos jovens que veêm, no seu smartphone, o seu melhor amigo. No pior dos cenários, chega mesmo a substituir as relações interpessoais e a contribuir para o isolamento social das crianças.

 

Qual o peso, conta e medida?

Como para praticamente todos os aspetos da educação de uma criança, também para este tema não existe uma fórmula mágica. Cada pai / mãe saberá decidir melhor quando deverá o seu filho ter um smartphone, bem como se pretende que estes tenham acesso a este e outros tipos de ecrã desde que são bebés.

Os smartphones ou as smart TVs são, muitas vezes, autênticas baby-sitters e é fácil perceber que isso se torna tentador para o pai / mãe que está só a tentar acabar uma determinada tarefa de trabalho ou doméstica. Também há poucas estratégias tão eficazes como essa para manter os miúdos quietos no restaurante ou em situações semelhantes.

Por outro lado, também é óbvio a apatia das crianças que estão “coladas” ao ecrã. Enquanto este estiver disponível, certamente que a criança estará num estado adormecido para com o mundo que a rodeia (incluindo as pessoas que a rodeiam que são, na maior parte das vezes, a família). Com o passar do tempo, estes comportamentos podem afetar as relações familiares e limitar a criatividade e proatividade das crianças.

No entanto, se este tempo for bem controlado, limitado, e os conteúdos disponibilizados forem educativos e interativos, a exposição aos canais digitais também se torna positiva! Quantos não se lembram de aprender alguma palavras em inglês a ver o Cartoon Network? Ou a aprender sobre o sistema solar ou sobre o corpo humano com episódios didáticos, canções e outras ilustrações irresistíveis?

Conclusão, pode ler mil artigos sobre qual a idade certa para ter telemóvel, sobre os benefícios ou malefícios dos telemóveis (e da do acesso à tecnologia em geral) para as crianças ou até sobre problemas mais específicos como o perigo da radiação do telemóvel para o cérebro das crianças.

No final do dia, só os pais vão saber decidir sobre a melhor forma de dar ou não acesso aos conteúdos digitais aos seus bebés ou às suas crianças. Que a questão não é fácil de gerir, não é. Mas cada família saberá das suas necessidades, possibilidades, crenças e princípios educativos para saber como agir face a este tema e não deve ser criticada por isso.

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