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Literacia Financeira para os mais pequenos

Surpresa maior que descobrir que não existe Pai Natal, só talvez a de descobrir que o cartão da mãe e do pai não tem todo o dinheiro do mundo! E qual das duas é mais difícil de explicar…. Aproveite esta fase do regresso à escola para abordar o tema aí em casa. É o momento ideal para dar os primeiros passos na literacia financeira para os mais pequenos.

Regra geral, é altura de compra de material novo e, por isso, há um budget para gerir e, com isso, conceitos básicos de gestão financeira para introduzir. Para os mais velhos que já têm acesso ao bar da escola ou à papelaria, também é altura de perceber que se têm de fazer escolhas e gerir o dinheiro no dia-a-dia. Seja por que razão for, esta é uma boa altura do ano para introduzir os primeiros conceitos que vão ser cruciais no futuro dos seus filhos.

Conselhos e dicas para facilitar a educação financeira

Há inúmeras dicas que tornam o conceito gestão de dinheiro e de poupança mais interessante para as crianças (e até divertido!). Entre elas:

- Escolher em conjunto um objetivo que seja um desejo expresso pela criança (ex.: viagem à Disney). Podem escolher um mealheiro que dê para personalizar com uma imagem e customizam com a fotografia do vosso objetivo (destino da viagem, brinquedo ou outro). Desta forma, cada vez que contribuírem para a poupança, vão lembrar-se do motivo pelo qual estão a fazê-lo.

- Fazerem o vosso próprio mealheiro e tornarem o processo divertido logo desde início;

- Explicar conceitos mais complexos fazendo comparações com histórias infantis ou situações do quotidiano que sejam familiares à criança;

- Fomentar as brincadeiras alusivas a esta temática em casa (brincar às lojas ou ao supermercado com imitação de dinheiro e simular as trocas comerciais);

- Para os mais velhos, adquirir alguns livros sobre o tema ou mesmo descarregar aplicações móveis que ajudam numa gestão básica e fornecem informação simples de compreender.

Com a crescente utilização do cartão ou adesão ao pagamento com o smartphone, os miúdos têm cada vez menos a noção da troca e do valor do dinheiro. Não vêem tão frequentemente os pais a pagar com uma nota e a receber moedinhas de troca ou notas mais pequenas.

Esta facilidade que as crianças testemunham, transmite a ideia de que ali dentro, algures num lugar mágico onde cabe muito dinheiro, está uma fonte inesgotável que dá para comprar tudo e mais alguma coisa.

A necessidade de visualizar o que acontece neste processo é extremamente importante para as crianças, especialmente em idade pré-escolar. A relação causa-consequência, seja em que área for, é o que as faz começar a percecionar o mundo e perceber como funcionam as coisas.

 

Educação financeira por fases

É desde muito cedo, praticamente desde os 3 / 4 anos, que se começam a criar adultos responsáveis! Há alguma dicas que se mantêm no tempo, como é a importância de saber dizer “não” e explicar que o dinheiro não é ilimitado. Há outras que só se percebem com alguma maturidade.

·         Deve-se incentivar, precisamente por volta dos 4 anos, a que sejam as crianças a pagar algumas coisas e recebam o troco. Nesta fase é importante dar exemplos práticos e manter regularidade em qualquer rotina que assumam em família (nem que seja dar 1€ de 2 em 2 semanas).

·         Por volta dos 7 anos já se podem introduzir conceitos um pouco mais complexos e incutir responsabilidade financeira na criança, fazendo ver, por exemplo, quais são as despesas associadas com a escola / atividades extracurriculares. A criança deve perceber que, mesmo que receba uma semanada ou algum extra para o cartão da escola ou pequenos programas com os amigos (como uma ida ao cinema), há muito mais despesas que os pais suportam. Nesta idade é aconselhável introduzir a semanada, dando apenas 3 ou 4€ para evitar gastos supérfluos.

·         Por volta dos 10 / 12 anos a semanada / mesada assume outra importância e já faz sentido. Pode começar com um valor adequado às necessidades concretas da criança e ir aumentado consoante o comportamento ou necessidades extra (nunca deve misturar notas escolares com recompensas financeiras).

·         Aos 15/16 anos espera-se, regra geral, uma mesada para gerir nas saídas com amigos. É importante incentivar aqui uma poupança de cerca de 10% do valor acordado para a mesada.

 

Ferramentas complementares

Há inúmeras plataformas que ajudam com esta temática. O Cetelem lançou um portal novo de histórias que são familiares aos mais pequenos, mas adaptadas ao tema da educação financeira para que eles comecem a perceber cedo os conceitos de poupança, gestão, responsabilidade, entre muitos outros. Esta história dos 3 Porquinhos e os Dinheiros está deliciosa!

Já o Dr. Finanças tem um livro dedicado ao tema, designado por Doutor Finanças e a Bata Mágica que ensina sobre o método gastar, guardar e ajudar (adaptado do método financeiro dos 3 S’s de Spend, Save and Share).

A maioria dos bancos também tem, no seu website ou em algumas iniciativas pontuais, conteúdos úteis sobre literacia financeira para os mais pequenos já para não falar das aplicações móveis que servem para auxiliar na gestão financeira desde cedo.

Seja com recurso ao digital e às novas tecnologias ou aos inúmeros livros que existem sobre o tema, suporte não lhe vai faltar para dar início ao assunto. Só falta ganhar coragem e introduzir aquele que será o eterno tema da vida dos seus filhos!

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