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Leite Materno – tudo o que precisa de saber Leite Materno – tudo o que precisa de saber

Leite Materno – tudo o que precisa de saber

Há poucas manifestações mais incríveis do corpo humano em particular, e da natureza em geral, do que a produção de leite materno. Chega a ser inacreditável consciencializar que, seguindo o processo natural de amamentação, conseguimos alimentar e fazer crescer o bebé exclusivamente com leite materno até, sensivelmente, aos 6 meses.

A amamentação é fortemente recomendada pela Organização Mundial de Saúde uma vez que, efetivamente, não existe forma tão natural e saudável de alimentar o bebé (desde que os hábitos da mãe sejam igualmente saudáveis).

No entanto, esta recomendação nem sempre é possível de seguir pelos mais diversos motivos. Muitas vezes, a recém-mamã enfrenta problemas com a amamentação que não consegue superar e, um momento que deveria ser de tranquilidade e harmonia para ambos (mãe e bebé), torna-se penoso e stressante. Atualmente já existem soluções no mercado para uma substituição tão fiel quanto possível do leite materno e, por isso, se a sua opção não for a de não amamentar ou se isso simplesmente não for possível por qualquer razão, não se preocupe que o seu bebé irá crescer igualmente saudável e feliz!

As principais dificuldades da amamentação

A amamentação pode ser tão mágica quanto dolorosa nos primeiros tempos. Desde logo, a subida do leite, ou seja, a transição do chamado colostro para o leite rico em gorduras e minerais que vai alimentar o seu bebé, dá-se entre o 2º e o 4º dia após o nascimento e pode ser extremamente desconfortável uma vez que é preciso tempo até que o seu corpo consiga produzir a quantidade de leite adequada às necessidades do bebé.

Acontece com frequência a produção em excesso que pode conduzir a dor (por ter o peito demasiado cheio) e até a mastite (inflamação provocada pelo bloqueio dos canais de leite) ou, pelo contrário, pode acontecer que verifique uma deficiência de produção, que considere o seu leite “fraco” e que sinta que não consegue alimentar suficientemente o seu bebé.

As duas situações são perfeitamente naturais (e comuns) e, por isso, é aconselhável que se informe previamente com o seu médico sobre como proceder perante qualquer adversidade. Tem igualmente à sua disposição uma rede de CAMs de Portugal (enfermeiras conselheiras de amamentação) que a podem ajudar com conselhos mais específicos e acompanhar as várias fases do processo de amamentação, até que se sinta confortável para ficar totalmente autónoma.

Mas não se esqueça que tudo começa na maternidade e não se preocupe que aqui não vai ficar desamparada. Tanto a equipa médica como a de enfermagem irá auxiliar para que a amamentação comece da melhor forma e dar-lhe as dicas que precisa para que assim seja. Entre elas, estão as seguintes recomendações:

Deve garantir uma boa pega do mamilo e claro que isto depende muito da anatomia do peito da recém-mamã. Se não for fácil, pode recorrer a mamilos de silicone que se adaptam ao seu peito e facilitam a pega. Pode ser uma boa ideia, ainda antes do parto, encontrar uns que se adequem ao seu peito e incluir na mala de maternidade, caso seja necessário recorrer a eles para iniciar a amamentação.

Em caso de excesso de produção de leite, ou se tiver um bebé prematuro, poderá recorrer a uma bomba de extração de leite elétrica ou manual (a extração também pode ser feita manualmente, sem recurso a bomba, mas isto só é prático e aconselhável quando se trata de pouca quantidade). A utilização desta bomba, salvo extrema necessidade como é a de não conseguir amamentar o seu bebé durante vários dias seguidos, deve ser limitada uma vez que a estimulação dá lugar a uma consequente maior produção de leite. Se a utilização da bomba não for regular, saiba que pode alugar em lojas de artigos de bebé, em algumas farmácias ou lojas ortopédicas, solicitar ao centro de saúde ou mesmo ao hospital.

No caso de ter o peito muito sólido ou ingurgitado, é aconselhável a utilização de frio para acalmar o desconforto ou a dor. Já o contrário, ou seja, se pretende estimular o fluxo de leite antes da amamentação, é aconselhável uma fonte de calor. Estes discos são a solução ideal para responder a estas duas situações.

Outros dos desconfortos da amamentação são as perdas de pequenas quantidades de leite ao longo do dia, fora dos períodos de amamentação, que naturalmente mancham a zona do peito. Tenha sempre consigo discos de amamentação para evitar situações ainda mais desconfortáveis.

O armazenamento do leite materno é extremamente importante. Deve ser feito em recipientes homologados para o efeito, que estejam esterilizados e possam ir ao congelador (caso tenha necessidade de congelar o leite). É importante que tenham marcas de medição para ter noção da quantidade que o seu bebé está a comer e devem ser compatíveis com a máquina de extração de leite, se utilizar uma. Não deve deixar o leite materno à temperatura ambiente mais do que 4 horas, no frigorífico deve ficar até 3 dias e no congelador até 6 meses. Se descongelar, não volte a congelar. Para aquecer o leite este aquecedor de biberões é muito útil.

 

Após estes transtornos característicos dos primeiros dias, a amamentação torna-se nos momentos mais importantes do seu dia. O simples contacto pele com pele com o seu bebé é mágico e produz oxitocina, a hormona da felicidade (para ambos!). Por isso, torne estes momentos tão agradáveis quanto possível e aposte no seu conforto, com uma boa almofada de amamentação para quando estiver em casa.

Para outras dicas profissionais sobre a amamentação, para desmistificar algumas questões e ajudar a esclarecer outras, consulta esta lista mais alargada sobre o assunto.

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